Produção industrial: o que Brasil precisa para evoluir?

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Um recente estudo feito pela Fecomercio de São Paulo mostra que o brasileiro produz, em média, apenas 25% do que um trabalhador norte-americano. Ou seja, levamos 1 hora para produzir o que eles fazem em 15 minutos. A produção industrial é drasticamente afetada pela baixa escolaridade, burocracia e falta de investimento em tecnologia.

E não é por sermos preguiçosos não. O empregado brasileiro trabalha 340 horas a menos que um norueguês, líder do ranking de produtividade. Para se ter uma ideia, o Brasil tinha, há mais de três décadas, uma produtividade um pouco maior do que a Coréia do Sul. Hoje, os asiáticos produzem mais do que o dobro que o brasileiro. A receita? Infraestrutura e educação aliada à tecnologia.

Mas, se por um lado ainda estamos atrasados na produtividade total, a boa notícia é que crescemos mais por ano do que muitos países desenvolvidos. O último censo da Confederação Nacional de Indústrias aponta um crescimento de 4,3%, acima de Alemanha, Japão e reino Unido, por exemplo. Até porque, como falamos anteriormente, a automação está em alta no Brasil – e temos mais espaço para crescimento, uma vez que ainda há muito o que melhorar.

A produção industrial e a indústria 4.0

Os grupos de estudos brasileiros concordam que, além de uma qualificação da mão de obra brasileira, o caminho crucial que precisamos tomar é o da indústria 4.0. Afinal, quando falamos em soluções autônomas, não é só a produtividade que está em jogo.

De acordo com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, a economia gerada é de 73 bilhões/ano. Isto porque não se trata apenas de robôs fazendo atividades repetitivas e automáticas. Se trata de coletar dados, integrar os processos industriais e, desta forma, otimizar o tempo e a própria produção da indústria. Isto sem contar na economia de energia (7 bi/ano), custos de manutenção (31 bi/ano) e ganhos em eficiência (34 bi/ano).

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