Indústria 4.0 e suas tecnologias vieram para ficar

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A CompTIA, empresa de pesquisas na área digital, divulgou um relatório otimista para o ramo tecnológico: os gastos em tecnologia da informação devem crescer em 3,9% em relação ao ano passado. Entretanto, o incremento não deve trazer maquinários muito diferentes do que já temos hoje, uma vez que ainda não extraímos o potencial total das tecnologias disponíveis. E isto afeta diretamente a indústria 4.0.

Isso porque a indústria é um ramo bastante tradicional – e não muito afeito a surfar em tendências do momento. Grandes mudanças aconteceram recentemente, com a 4ª Revolução Industrial, que apresentou tecnologias como a automação e virtualização das fábricas. Se tivermos em perspectiva que apenas uma verdadeira revolução na indústria acontece por século, bem, temos muito a explorar ainda.

Esta revolução, chamada de “Indústria 4.0”, surgiu em 2012, com o plano do governo alemão de modernizar sua produção, integrando os processos e descentralizando os poderes de decisão. Máquinas devem ser capazes de realizar, entender e aprimorar o seu trabalho, por meio da Inteligência artificial.

Preocupado com o emprego? Especialistas apontam que o que muda é o perfil do empregado e sua relação com o emprego. A própria Alemanha espera um crescimento de 5% na criação de empregos nos próximos anos.

Com tarefas manuais automatizadas, o trabalho repetitivo e de exigência física sai de cena para dar lugar a um trabalho mais complexo, que exige nível de educação maior, mas tira o ônus dos perigos nas fábricas. Em 2017 foram registrados 549.405 acidentes de trabalho no Brasil. E é no setor industrial onde acontecem a maior parte dos acidentes, concentrando quase a metade deles.

As novidades da Indústria 4.0

Em um dia quente, numa sala com pouca iluminação, robôs e máquinas automatizadas montam peças a pleno vapor. Também enviam relatórios em tempo real para uma sala, onde pessoas monitoram o trabalho. As próprias máquinas destacam pontos críticos da produção. A solução fica por conta dos humanos, que recebem os dados e ficam com o poder de decisão. Esta é uma das possibilidades da indústria 4.0 e sua principal novidade: tecnologias que integram e conectam a produção.

Robôs foram as estrelas da Terceira Revolução Industrial, que aconteceu logo depois da Segunda Guerra. Eles automatizaram boa parte da produção. Acontece que eles não eram integrados com o restante da linha produtiva. Sem contar que eram grandes e até perigosos. Por muito tempo, operaram enclausurados para que não machucassem alguém. Isso tornava a tecnologia restrita às grandes empresas, capazes de ter espaços específicos apenas para máquinas. Sem falar nos custos de implementação e manutenção.

Nas últimas edições da feira de Hannover, a mesma em que o governo alemão apresentava seu plano de modernização, os queridinhos foram os cobots, ou “robôs colaborativos”. Esse novo conceito de robôs, como o próprio nome diz, permite que trabalhem em conjunto com seres humanos – enviando dados do trabalho que realizam, facilitando tarefas repetitivas, como empilhamento de materiais, e ainda trabalhando em locais insalubres. Tudo por um custo muito menor.

Entenda mais sobre o que eles podem fazer por você aqui.

A automação dos processos, seja por robôs colaborativos, seja automatizando as máquinas já utilizadas, está em alta, como explicamos neste texto aqui. Ela acelera a produção, reduz os riscos – especialmente na área operacional – e tornam a fabricação mais completa e gerenciável.

Entre em contato com a Eletronor e saiba mais sobre a 4ª Revolução Industrial e como podemos te colocar na vanguarda da indústria!

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